O Behemoth é uma das bandas de Heavy Metal mais importantes da atualidade, e novamente prova isso com um grande disco tirado da cartola. Nergal acaba de se recuperar e um câncer, e a banda retomou a carreira com força total, provando que nada pode os deter. The Satanist é o sucessor do espetacular Evangelion, de 2009, e dar sequência a um clássico não é uma tarefa fácil. A banda vem alcançando uma popularidade quase inimaginável para o estilo de som que pratica, o que prova que realmente vem lançando um material fora de série nestes últimos anos. Se prepare para ouvir mais uma pérola dos poloneses.
O trabalho começa com a espetacular Blow Your Trumpets Gabriel. O riff é arrastado, e mostra como a canção será dali pra frente. Nergal entra rasgando com a sua voz sempre marcante, o que da muito peso a música. A força da abertura é algo fora do normal, daquelas para hipnotizar qualquer um nos shows. Logo a banda apresenta o famoso blast beat, uma maneira inovadora de se tocar bateria criada pelo nosso Sarcófago, e muito usado depois pelo Krisiun, o que se tornou uma grande marca do Death Metal. Nergal já falou inúmeras vezes da influencia fortíssima que o Sarcófago tem na sua música, e que ele sempre foi um grande fã da banda. Não tem como isso não emocionar os amantes de Heavy Metal brasileiro, já que o Sarcófago é um dos maiores representantes dele em todo mundo. Furor Divinus já começa com essa bateria ''made in Brazil'', e isso misturado com a voz demoníaca de Nergal da a faixa um peso descomunal. Um Death Metal daqueles, pra ninguém botar defeito. Messe Noire já apresenta o estilo mais Black Metal da banda, muito presente nos seus últimos trabalhos. Ora Por Nobis Lucifer é para mim a melhor música do trabalho. Fica até dificil fazer uma descrição precisa da mesma, tamanha a genialidade dela. Apenas escute, você vai acabar se viciando. Amen já é mais voltada para o Death Metal. Outra faixa com claríssima influência do Sarcófago, brutal como poucas. A faixa-título é outra maravilha escondida no trabalho. Instrumental impecável, em um ritmo um pouco arrastado, mas não menos espetacular. Peso e uma certa melodia na medida certa fazem de The Satanist um clássico instantâneo. Ben Sahar começa com um certo clima ''pesado'' feita pela introdução, seguindo um ritmo parecido com o da anterior, com a mesma qualidade. In The Abstence Ov Light mostra o lado mais brutal do Behemoth. Outra canção fantástica, com um ritmo de tirar o fôlego de qualquer um. Uma espécie de oração aparece no meio da música, só para dar um clima ainda mais pesado, que logo retorna ao metal da morte. O Father O Satan O Sun! encerra o trabalho de maneira espetacular. Na introdução tem tudo junto e ao mesmo tempo nada, mas o suficiente para dar muito peso ao que vem seguida. O vocal é o destaque desta faixa, outra de qualidade indiscutível.
The Satanist já nasce clássico, com grandes músicas a perder de vista, dando uma ótima sequência aos recentes lançamentos da banda. Na minha opinião, Evangelion é ainda melhor, mas nem por isso The Satanist deixa de ter um lugar muito especial na história do Behemoth. Mais uma vez, Orion, Nergal e Inferno se superaram. Mias uma lançamento para ser comprado de imediato, lembrando que a banda vai passar pelo Brasil no final do ano, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Manaus, esses tres últimos ainda dependentes de maiores detalhes, mas já aparecendo no site oficial da banda.
terça-feira, 17 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
RATOS DE PORÃO-SECULO SINISTRO
Depois de 8 anos sem lançar nada novo, eis que um dos gigantes da nossa música ''pesada'' (Punk, Thrash, Crossover, dependendo do seu ponto de vista) ressurge com um tapa na cara da nossa sociedade. Depois do ótimo Homem Inimigo do Homem, de 2006, a nossa cena estava precisando ouvir coisas novas do Ratos, e de fato eles não falharam. Com tanta coisa acontecendo no país, a banda não poderia deixar de usar as suas letras sempre marcantes para apresentar as suas opiniões. Se prepare para 12 bombas em forma de música, como só o Ratos de Porão sabe fazer.
A carnificina começa com Conflito Violento, uma das melhores do disco, com tudo para se tornar um clássico. A letra é bem forte, criticando claramente a ação policial nas manifestações. João Gordo já declarou apoio aos Black Blocs, citando que a origem dos confrontos é a ação policial que demonstra total despreparo. Vai de cada um a opinião. A música em sí é uma porradaria daquelas já tradicionais da banda, que não te permite respirar. Quem conhece minimamente a banda sabe que esse é o ritmo até o fim do cd. No máximo 4 minutos de música, porrada depois de porrada, e quando percebe já foi. Neocanibalismo segue essa mesma toada, com uma letra que critica inúmeras desgraças da nossa sociedade nos dias de hoje. Grande Bosta para mim é um dos destaques do disco. Tem uma cadência um pouco diferente, com uma letra genial que critica de certa forma o fato de sermos campeões em varias merdas por ai, alem do futebol. Sangue e Bunda tem um inicio um pouco mais lento do que o habitual, mas logo a porradaria típica dos Ratos aparece. Ela critica quem tenta fazer uma justiça as vezes até equivocada com as próprias mãos, com aparentemente um grito de um animal sendo torturado ao fundo. A faixa título vem em sequência com as críticas sociais sobre a realidade nacional atual e a pancadaria descomunal. Jornada Para o Inferno tem um riff espetacular, mostrando que Jão, Juninho e Boka estão pra lá de entrosados. O ritmo é também muito legal, e a letra continua mantendo a temática de todo o disco. Prenúncio de Treta é outra maravilha, mostrando toda a habilidade que a banda tem também em fazer um bom Thrash Metal, do jeito que o estilo exige. Stress Pós-Traumático é outra que critica os excessos policiais, uma realidade que precisa mudar. Viciado Digital critica claramente as pessoas que tem uma vida digital, que precisa postar tudo que faz na sua pagina particular, e coisas assim. A clara realidade da nossa atual juventude. Boiada Para o Bandido é uma das musicas mais espetaculares do disco. Mostra a claríssima ''desigualdade legal'' brasileira, onde alguns desgraçados parecem ser simplesmente imunes a lei, e que a concepção de bandido precisa ser ampliada. Puta, Viagra e Corrupção segue a mesma linha critica para as nossas autoridades da anterior. Outro clássico do trabalho. Pra Fazer Pobre Chorar encerra de o atropelamento sonoro de pouco mais de meia hora. Outra que critica alguma realidade nacional, como o sofrimento já programado de quem nasce sem nada por aqui, tendo que enfrentar um mundo hostil lá fora.
Lançado praticamente junto com o inicio da tão polêmica Copa do Mundo de Futebol, o sensação é de que o país precisava ouvir o que a banda fala neste trabalho. É um disco que já nasce clássico, em algum lugar muito especial da discografia impecável dos Ratos de Porão, um verdadeiro orgulho nacional com 30 anos de uma história singular.
A carnificina começa com Conflito Violento, uma das melhores do disco, com tudo para se tornar um clássico. A letra é bem forte, criticando claramente a ação policial nas manifestações. João Gordo já declarou apoio aos Black Blocs, citando que a origem dos confrontos é a ação policial que demonstra total despreparo. Vai de cada um a opinião. A música em sí é uma porradaria daquelas já tradicionais da banda, que não te permite respirar. Quem conhece minimamente a banda sabe que esse é o ritmo até o fim do cd. No máximo 4 minutos de música, porrada depois de porrada, e quando percebe já foi. Neocanibalismo segue essa mesma toada, com uma letra que critica inúmeras desgraças da nossa sociedade nos dias de hoje. Grande Bosta para mim é um dos destaques do disco. Tem uma cadência um pouco diferente, com uma letra genial que critica de certa forma o fato de sermos campeões em varias merdas por ai, alem do futebol. Sangue e Bunda tem um inicio um pouco mais lento do que o habitual, mas logo a porradaria típica dos Ratos aparece. Ela critica quem tenta fazer uma justiça as vezes até equivocada com as próprias mãos, com aparentemente um grito de um animal sendo torturado ao fundo. A faixa título vem em sequência com as críticas sociais sobre a realidade nacional atual e a pancadaria descomunal. Jornada Para o Inferno tem um riff espetacular, mostrando que Jão, Juninho e Boka estão pra lá de entrosados. O ritmo é também muito legal, e a letra continua mantendo a temática de todo o disco. Prenúncio de Treta é outra maravilha, mostrando toda a habilidade que a banda tem também em fazer um bom Thrash Metal, do jeito que o estilo exige. Stress Pós-Traumático é outra que critica os excessos policiais, uma realidade que precisa mudar. Viciado Digital critica claramente as pessoas que tem uma vida digital, que precisa postar tudo que faz na sua pagina particular, e coisas assim. A clara realidade da nossa atual juventude. Boiada Para o Bandido é uma das musicas mais espetaculares do disco. Mostra a claríssima ''desigualdade legal'' brasileira, onde alguns desgraçados parecem ser simplesmente imunes a lei, e que a concepção de bandido precisa ser ampliada. Puta, Viagra e Corrupção segue a mesma linha critica para as nossas autoridades da anterior. Outro clássico do trabalho. Pra Fazer Pobre Chorar encerra de o atropelamento sonoro de pouco mais de meia hora. Outra que critica alguma realidade nacional, como o sofrimento já programado de quem nasce sem nada por aqui, tendo que enfrentar um mundo hostil lá fora.
Lançado praticamente junto com o inicio da tão polêmica Copa do Mundo de Futebol, o sensação é de que o país precisava ouvir o que a banda fala neste trabalho. É um disco que já nasce clássico, em algum lugar muito especial da discografia impecável dos Ratos de Porão, um verdadeiro orgulho nacional com 30 anos de uma história singular.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
RATOS DE PORÃO RETORNA AO RIO DE JANEIRO COM SHOW NO CIRCO VOADOR
Depois de um show matador, com a formação original, no último mês de Março, o Ratos de Porão está de volta ao Circo Voador. A banda se apresenta com o Dead Fish na festa A Grande Roubada, que recentemente trouxe o Marky Ramone + Michale Graves para o Teatro Odisseia. O show acontece no dia 2 de Agosto, sábado. Os ingressos custam 40 reais (1 lote) para estudantes e quem levar um flayer do evento, 1 kg de alimento ou for cliente do Clube Sou + Rio. Você pode comprar no site Ingresso.com, na bilheteria do Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n, Lapa), Posto BR Mirili-Barra da Tijuca (av das Américas, 3757) e Posto BR Piraquê-Lagoa (em frente ao Parque dos Patins). A bilheteria do Circo fica aberta de terça à quinta, de 12h às 19h, sexta de 12h às 24h, e sabado a partir das 14h. A classificação é 18 anos, de 12 à 17 anos podendo entrar com o responsável legal.
Você não pode perder o lançamento do espetacular Seculo Sinistro no Rio de Janeiro, primeiro disco de inéditas desde 2006 e um clássico imediato da banda. Em breve farei a resenha do disco, fique ligado e escute!
Você não pode perder o lançamento do espetacular Seculo Sinistro no Rio de Janeiro, primeiro disco de inéditas desde 2006 e um clássico imediato da banda. Em breve farei a resenha do disco, fique ligado e escute!
domingo, 8 de junho de 2014
STEVE ZETRO SOUZA VOLTA AO EXODUS
Logo depois de anunciar a ainda misteriosa saída de Rob Dukes, o Exodus já anuncia a surpreendente volta de Steve Zetro Souza ao cargo de vocalista, através do proprio Gary Holt. Sabemos de sua longa história com a banda, substituindo Paul Baloff logo depois do espetacular Bonded By Blood, e também depois da sua morte em 2002. Não resta duvidas que não poderia existir um nome melhor para o cargo, já que ele tem no seu currículo clássicos como Pleasures of the Flesh e Fabulous Disaster e anos a frente da banda. Mesmo assim, o momento surpreende bastante, já que Zetro passa um ótimo momento com o Hatriot, tendo acabado de lançar um dos discos mais marcantes do ano. Como será o futuro do projeto, não sabemos, mas parece ser algo bem viável, já que Gary Holt também é o atual guitarrista do Slayer. Podemos ter certeza que o futuro do Exodus é promissor, e que esta história ainda vai render muito.
ROB DUKES DEIXA O EXODUS
Segundo o site Blabbermouth, Rob Dukes vai deixar o ''cargo'' de vocalista do Exodus. A noticia surpreende a todos, já que o Exodus estava se preparando para lançar o sucessor do ótimo Exhibit B: The Human Condition. A fase da banda era extremamente produtiva, tudo parecia estar mais firme, tendo em vista os últimos bons lançamentos. Trocas de formação, em especial de vocalistas, são uma espécie de tradição do Exodus, e esperamos que o mesmo se encontre com um novo vocalista e lance mais um clássico do Thrash Metal, estilo que se confunde com a história do Exodus. Rob escreveu seu nome na história da banda, independentemente dos motivos de sua saída (ainda um mistério), com 3 ótimos discos inéditos e a boa regravação do clássico Bonded By Blood. Nos resta esperar e torcer para que o Exodus continue, porque eles ainda tem muita lenha para queimar.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
SHOW DO ANGRA-CIRCO VOADOR-RIO DE JANEIRO
Esse dia 1 de Junho sempre terá um lugar muito especial na minha memória. Todos sabem da minha enorme admiração pelo Angra, banda que é para mim uma verdadeira entidade do nosso Heavy Metal. A banda passou por mais uma mudança significativa de integrantes, com o italiano Fabio Lione (Rhapsody) sendo a sua nova voz. Um disco com a nova formação deve sair em breve, e para ir aquecendo e se entrosando, a banda está em turnê há quase um ano. Como parte dela, depois de uma apresentação espetacular em Julho do ano passado, o Angra retorna ao Circo Voador, divulgando também o seu mais recente dvd.
Antes do show, eu tive a gratificante oportunidade de conhecer a banda no Backstage do Circo Voador. Às 5h da tarde, hora marcada para o encontro dos participantes, não tinha ninguém da produção organizando nada, e só por volta das 5.40 os participantes formaram uma enorme fila. Até tudo ser organizado, já eram quase 7 da noite, 1h depois do marcado para o inicio do Meet And Greet. Com tudo já certo, pude tirar fotos com todos os integrantes da banda, sendo eles extremamente gentis, além de ter meus Angels Cry, Holy Land, Fireworks, Rebirth, Aurora Consurgens e o novo dvd autografados.
Depois do sonho de conhecer todos da banda, em especial Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, era hora do show. Com o atraso no Meet And Greet, o show também atrasou em cerca de 40 minutos, mas nada que comprometesse o espetáculo. O inicio foi com o clássico Angels Cry. Fabio Lione simplesmente ''apareceu'' no segundo andar do Circo Voador, e cantou de lá mesmo. Na sequência, temos Nothing To Say, clássico do magnifico Holy Land, outra cantada por todos, com Lione de volta ao palco. Indo agora diretamente para a ''fase Edu'', temos outra pérola, Waiting Silence, do Tample Of Shadows. Time, uma das melhores músicas da banda na minha opinião, emociona o público que lota o Circo Voador. A sequencia com o clássico Lisbon é para matar qualquer fã da banda do coração, mesmo com um som embolado e exageradamente alto que aos poucos vai se ajustando. Rafael Bittencourt e principalmente Kiko Loureiro dão uma verdadeira aula em um duelo do guitarras de arrepiar. Então Kiko assume o teclado e toca o Inicio da maravilhosa Milenium Sun, um dos destaques do grande disco Rebirth. Depois ele volta para a guitarra e a banda toca a música de maneira primorosa, mostrando estar em plena forma. Então é a vez de Fabio mostrar toda a sua genialidade, atacando com a ópera Nessun Dorma. Alem de cantar muito bem, ele é também um grande frontman, sempre interagindo com a plateia. Escolha melhor para a banda impossível. Winds Of Deatination, outra do Tample Of Shadows, é mais uma escolha acertada. Gentle Change, escondida em algum lugar do Fireworks, continua surpreendendo, mesmo tendo sido incorporada ao set da banda desde que Lione assumiu como o novo vocalista. Make Belive, que deveria ser acústica, aparece com Rafael cantando e tocando guitarra. Ela é espetacular, como todas as músicas da obra-prima Holy Land. Rafael continua cantando, dessa vez com a dispensável The Voice Commanding You, do fraquíssimo Aurora Consurgens, o início da segunda grande crise da banda que culminou na saída de Edu Falaschi. Ricardo Confessori faz então um irrepreensível solo de bateria. Ele está em suas últimas apresentações na banda, e mostrou muito serviço. Falando nele, eu achei-o extremamente deslocado na realização do Meet And Greet, fazendo o mesmo por pura obrigação, fora de sintonia com o resto da banda e um pouco frio, mas ainda assim respeitoso, com os fãs. Isso pode ser algum tipo de sinal de uma relação desgastada com o resto da banda. No palco, ele parecia bem mais feliz e solto, incrivelmente. Mesmo com tudo isso, foi comovente a sua postura no último show com o Angra no Brasil, de gratidão aos fãs que o acompanham desde o início da banda. De volta ao show, vem o surpreendente cover do clássico Still Of The Night, do Whitesnake. A versão foi espetacular, fiel à original, mas pouco conhecida do público em geral (!). Isso deve se explicar pela enorme diferença musical existente entre as bandas. Vem então o hino Carry On, que dispensa apresentações e é cantada em uníssono pelos presentes. Essa sequência foi exaltada por Lione algumas vezes. Vem então a também espetacular Acid Rain, clássico do Rebirth e também muito cantada por todos. No Pain For The Death é uma das minhas músicas favoritas do Angra, sendo assim um dos grandes momentos do show ao meu ver. Spread Your Fire é outra maravilha do Tample que foi lembrada, algo digno de elogios. Vem então um grande circo, com incontáveis clássicos riffs lembrados, presença de todos os fãs que compraram o ''pacote vip'' do Meet And Great no palco, agradecimentos à toda equipe, e até explicações de Kiko sobre o seu violão retido em algum de nossos aeroportos ''padrão fifa''. Os sempre muito organizados aeroportos sacrificaram por exemplo a música Late Redemption, que vem aparecendo em todos os shows da banda recentemente. Será que algo parecido vai acontecer com o material de trabalho de alguma das seleções durante a copa? Uma pena, mas nada que comprometa o grande show. A banda ainda tocou Back In Black com o microfone passando de mão em mão, algo realmente pitoresco e desnecessário. A brincadeira durou mais de 20 minutos, e tirando o ótimo discurso de Kiko exaltando a equipe do Angra, foi pura perda de tempo. O encerramento vem com os clássicos Rebirth e Nova Era, ambos cantados por todos, fechando de maneira brilhante a apresentação.
O show não foi muito diferente do ano passado, com poucas novidades no set, mas foi tão espetacular quanto. A banda está totalmente entrosada, pronta para lançar um grande disco e ter outro renascimento daqueles. O público carioca mais uma vez lotou o Circo Voador, e ganhou de presente mais um show para guardar na memória. Vida longa ao Angra, e no final com um sentimento especial por ter conhecido Fabio,Rafael, Kiko, Felipe e Ricardo.
Tudo devidamente autografado
Kiko Loureiro
Rafael Bitencourt
Fabio Lione
Antes do show, eu tive a gratificante oportunidade de conhecer a banda no Backstage do Circo Voador. Às 5h da tarde, hora marcada para o encontro dos participantes, não tinha ninguém da produção organizando nada, e só por volta das 5.40 os participantes formaram uma enorme fila. Até tudo ser organizado, já eram quase 7 da noite, 1h depois do marcado para o inicio do Meet And Greet. Com tudo já certo, pude tirar fotos com todos os integrantes da banda, sendo eles extremamente gentis, além de ter meus Angels Cry, Holy Land, Fireworks, Rebirth, Aurora Consurgens e o novo dvd autografados.
Depois do sonho de conhecer todos da banda, em especial Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, era hora do show. Com o atraso no Meet And Greet, o show também atrasou em cerca de 40 minutos, mas nada que comprometesse o espetáculo. O inicio foi com o clássico Angels Cry. Fabio Lione simplesmente ''apareceu'' no segundo andar do Circo Voador, e cantou de lá mesmo. Na sequência, temos Nothing To Say, clássico do magnifico Holy Land, outra cantada por todos, com Lione de volta ao palco. Indo agora diretamente para a ''fase Edu'', temos outra pérola, Waiting Silence, do Tample Of Shadows. Time, uma das melhores músicas da banda na minha opinião, emociona o público que lota o Circo Voador. A sequencia com o clássico Lisbon é para matar qualquer fã da banda do coração, mesmo com um som embolado e exageradamente alto que aos poucos vai se ajustando. Rafael Bittencourt e principalmente Kiko Loureiro dão uma verdadeira aula em um duelo do guitarras de arrepiar. Então Kiko assume o teclado e toca o Inicio da maravilhosa Milenium Sun, um dos destaques do grande disco Rebirth. Depois ele volta para a guitarra e a banda toca a música de maneira primorosa, mostrando estar em plena forma. Então é a vez de Fabio mostrar toda a sua genialidade, atacando com a ópera Nessun Dorma. Alem de cantar muito bem, ele é também um grande frontman, sempre interagindo com a plateia. Escolha melhor para a banda impossível. Winds Of Deatination, outra do Tample Of Shadows, é mais uma escolha acertada. Gentle Change, escondida em algum lugar do Fireworks, continua surpreendendo, mesmo tendo sido incorporada ao set da banda desde que Lione assumiu como o novo vocalista. Make Belive, que deveria ser acústica, aparece com Rafael cantando e tocando guitarra. Ela é espetacular, como todas as músicas da obra-prima Holy Land. Rafael continua cantando, dessa vez com a dispensável The Voice Commanding You, do fraquíssimo Aurora Consurgens, o início da segunda grande crise da banda que culminou na saída de Edu Falaschi. Ricardo Confessori faz então um irrepreensível solo de bateria. Ele está em suas últimas apresentações na banda, e mostrou muito serviço. Falando nele, eu achei-o extremamente deslocado na realização do Meet And Greet, fazendo o mesmo por pura obrigação, fora de sintonia com o resto da banda e um pouco frio, mas ainda assim respeitoso, com os fãs. Isso pode ser algum tipo de sinal de uma relação desgastada com o resto da banda. No palco, ele parecia bem mais feliz e solto, incrivelmente. Mesmo com tudo isso, foi comovente a sua postura no último show com o Angra no Brasil, de gratidão aos fãs que o acompanham desde o início da banda. De volta ao show, vem o surpreendente cover do clássico Still Of The Night, do Whitesnake. A versão foi espetacular, fiel à original, mas pouco conhecida do público em geral (!). Isso deve se explicar pela enorme diferença musical existente entre as bandas. Vem então o hino Carry On, que dispensa apresentações e é cantada em uníssono pelos presentes. Essa sequência foi exaltada por Lione algumas vezes. Vem então a também espetacular Acid Rain, clássico do Rebirth e também muito cantada por todos. No Pain For The Death é uma das minhas músicas favoritas do Angra, sendo assim um dos grandes momentos do show ao meu ver. Spread Your Fire é outra maravilha do Tample que foi lembrada, algo digno de elogios. Vem então um grande circo, com incontáveis clássicos riffs lembrados, presença de todos os fãs que compraram o ''pacote vip'' do Meet And Great no palco, agradecimentos à toda equipe, e até explicações de Kiko sobre o seu violão retido em algum de nossos aeroportos ''padrão fifa''. Os sempre muito organizados aeroportos sacrificaram por exemplo a música Late Redemption, que vem aparecendo em todos os shows da banda recentemente. Será que algo parecido vai acontecer com o material de trabalho de alguma das seleções durante a copa? Uma pena, mas nada que comprometa o grande show. A banda ainda tocou Back In Black com o microfone passando de mão em mão, algo realmente pitoresco e desnecessário. A brincadeira durou mais de 20 minutos, e tirando o ótimo discurso de Kiko exaltando a equipe do Angra, foi pura perda de tempo. O encerramento vem com os clássicos Rebirth e Nova Era, ambos cantados por todos, fechando de maneira brilhante a apresentação.
O show não foi muito diferente do ano passado, com poucas novidades no set, mas foi tão espetacular quanto. A banda está totalmente entrosada, pronta para lançar um grande disco e ter outro renascimento daqueles. O público carioca mais uma vez lotou o Circo Voador, e ganhou de presente mais um show para guardar na memória. Vida longa ao Angra, e no final com um sentimento especial por ter conhecido Fabio,Rafael, Kiko, Felipe e Ricardo.
Tudo devidamente autografado
Kiko Loureiro
Rafael Bitencourt
Fabio Lione
domingo, 1 de junho de 2014
SODOM-AGENT ORANGE
Hoje um dos melhores discos da história do Thrash Metal completa 25 anos de ''vida''. O Sodom tem uma serie de clássicos indispensáveis do estilo, sendo uma das bandas mais representativas da história, mas para mim nada se iguala ao que eles fizeram em Agent Orange. O Sodom tinha acabado de lançar o espetacular Percusion Mania, e partia para o que seria o seu 3o registro ainda mais inspirado. O momento era extremamente favorável para o mundialmente amado Thrash Metal alemão, com o Kreator e o Destruction passando por momentos únicos de lançamentos espetaculares. O Destruction lançou no ano anterior o clássico Release From Agony, e naquele mesmo ano o Kreator soltou o petardo Extreme Agression. Sendo assim, era a vez de Tom Angelripper, Chris Witchhunter e Frank Blackfire mostrarem serviço.
A abertura fica por conta da faixa-título, possivelmente o maior clássico da carreira da banda. O riff é clássico, daqueles que você reconhece com poucos segundos de audição, sendo seguido por uma parte um pouco mais cadenciada, mais do que apropriada para o bate-cabeça. Do nada, uma velocidade insana toma conta, junto com a voz feroz de Tom Angelripper. Essa música é uma verdadeira definição de Thrash Metal. Como em todo bom clássico, não temos tempo de respirar. Tired and Red é outra pedrada nos tímpanos. Velocidade descontrolada assim que começa a música até que ela chegue no seu fim, sem que você perceba. Incest segue a mesma toada, mostrando como o Sodom não estava para brincadeiras. Remember the Fallen se transformou em outro verdadeiro clássico da banda, obrigatório em todos os shows. Ela é um pouco mais ''devagar'', se é que podemos dizer assim. O peso continua lá, com a base de tudo sendo a sua ótima letra recitada por Angelripper. Seguramente essa é uma das músicas mais representativas da carreira do Sodom. Magic Dragon começa com aviões de guerra disparando sua maldita munição. O riff dá um tom mais dramático para a música, que segue arrastada no inicio, mas ganha muita velocidade em pouco tempo. Outro clássico que podemos extrair deste trabalho fantástico. Em Exhibiton Bout temos uma aula de bateria com Chris Witchhunter, e outro Thrash Metal memorável. Ausgebombt é cantada em alemão, e também se tornou um grande clássico da banda. A linha de baixo da música é o destaque. O encerramento vem com Baptism of Fire, outro grande destaque do trabalho. O instrumental todo é fantástico, fechando o disco com classe.
Agent Orange é um clássico com tudo que um bom disco de Thrash Metal tem direito. São 8 faixas que não te deixam respirar, e quando tudo acaba você nem percebe. Audição obrigatória para qualquer fã de Heavy Metal neste planeta. O que seria do Heavy Metal sem essa turminha da Alemanha?
A abertura fica por conta da faixa-título, possivelmente o maior clássico da carreira da banda. O riff é clássico, daqueles que você reconhece com poucos segundos de audição, sendo seguido por uma parte um pouco mais cadenciada, mais do que apropriada para o bate-cabeça. Do nada, uma velocidade insana toma conta, junto com a voz feroz de Tom Angelripper. Essa música é uma verdadeira definição de Thrash Metal. Como em todo bom clássico, não temos tempo de respirar. Tired and Red é outra pedrada nos tímpanos. Velocidade descontrolada assim que começa a música até que ela chegue no seu fim, sem que você perceba. Incest segue a mesma toada, mostrando como o Sodom não estava para brincadeiras. Remember the Fallen se transformou em outro verdadeiro clássico da banda, obrigatório em todos os shows. Ela é um pouco mais ''devagar'', se é que podemos dizer assim. O peso continua lá, com a base de tudo sendo a sua ótima letra recitada por Angelripper. Seguramente essa é uma das músicas mais representativas da carreira do Sodom. Magic Dragon começa com aviões de guerra disparando sua maldita munição. O riff dá um tom mais dramático para a música, que segue arrastada no inicio, mas ganha muita velocidade em pouco tempo. Outro clássico que podemos extrair deste trabalho fantástico. Em Exhibiton Bout temos uma aula de bateria com Chris Witchhunter, e outro Thrash Metal memorável. Ausgebombt é cantada em alemão, e também se tornou um grande clássico da banda. A linha de baixo da música é o destaque. O encerramento vem com Baptism of Fire, outro grande destaque do trabalho. O instrumental todo é fantástico, fechando o disco com classe.
Agent Orange é um clássico com tudo que um bom disco de Thrash Metal tem direito. São 8 faixas que não te deixam respirar, e quando tudo acaba você nem percebe. Audição obrigatória para qualquer fã de Heavy Metal neste planeta. O que seria do Heavy Metal sem essa turminha da Alemanha?
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