sexta-feira, 29 de maio de 2015

IRON MAIDEN-BRAVE NEW WORLD

   A década de 90 não foi lá muito produtiva para o Heavy Metal, e o Iron Maiden não foi exceção. Enquanto a década anterior proporcionou aos fãs uma sequência de lançamentos extraordinária, aqui a banda conviveu com problemas internos e duas baixas importantíssimas. Adrian Smith e Bruce Dickinson, esse ainda gravou  No Prayer for the Dying e o clássico Fear of the Dark, foram substituídos por Janick Gers e Blaze Bayley, que sejamos honestos, não são nomes a altura da dupla. No estúdio, o saldo foi o derradeiro Fear of the Dark, que mesmo sendo muito bom, está abaixo de Piece of Minds e Powerslaves da vida, e outros três trabalhos apenas medianos. O fraco Virtual XI foi a gota d'água para o retorno de Bruce e Adrian, e a deixa para a despedida de Blaze. 
   Assim como as voltas salvaram o Iron Maiden, Bruce e Adrian também não repetiram o sucesso sozinhos, fazendo com que o retorno fosse bom para todos. O agora sexteto, já que Jenick foi mantido para basicamente brincar com o Eddie e fazer caras e bocas nos shows, precisava mostrar serviço no estúdio e numa celebrada tour mundial, que teve o seu auge no fantástico show  do Rock in Rio 3, eternizado num DVD imperdível.
   O disco seria Brave New World, que ao meu ver é uma sequência natural para Fear of the Dark, um dos melhores lançamentos do novo século, e mesmo não estando aos pés dos clássicos, um play fundamental na história da banda. O nível é muito bom, e momentos como Ghost of the Navigator, a espetacular Blood Brothers e Dream of Mirrors, por exemplo, são Iron Maiden puro. Além dessas, The Wicker Man se transformou num verdadeiro clássico, e a faixa-título não fica muito distante disso. A grudenta The Mercenary, deliciosa para cantarmos junto, se mistura as já citadas como os grandes destaques do disco, fazendo dele de audição agradável e obrigatória. Entres outras, ainda temos  The Fallen Angel, The Nomad, Out of the Silent Planet e The Thin Line Between Love & Hate, que nunca me chamaram muita atenção, mas tem suas qualidades.
   O resultado foi muito bom, fazendo do retorno do Iron Maiden clássico algo único. Muitos esperavam por uma grande sequência, mas nada que veio depois chegou perto de Brave New World. Mesmo assim, a banda continua em forma, fazendo shows memoráveis ao redor do mundo, e ao que tudo indica seguirá assim por, pelo menos, mais 20 anos. 


sábado, 23 de maio de 2015

KIKO LOUREIRO:MESES DEPOIS, ALGO DE BOM SAINDO DE UMA NOITE DESASTROSA

   Bem, antes de mais nada, o boom da noticia de Kiko no Megadeth já passou faz tempo, mas nos últimos dias me dei conta de algo novo nessa história, lendo a Roadie Crew de maio, que acho válido compartilhar com vocês. Kiko cita que sua indicação para a banda partiu do baixista David Ellefson, e a dupla se conheceu (ao menos de forma oficial e séria) no fatídico show do Metal All Stars, em São Paulo, no mês de novembro passado. Bem, o resto é história, mas como estava lá, posso contar o que vi no palco aquele dia, que seguramente contribuiu bastante para sua entrada na banda liderada por Mustaine. 
   O show foi o maior desastre que já presenciei num palco. Fiz resenha na época, mas em poucas palavras, metade do time de estrelas cancelou na última hora, e quem ficou apresentou ao público um bailão metálico muito mal ensaiado. Surpreendentemente, Kiko apareceu por lá para cobrir as lacunas, e honestamente, fez um trabalho magnífico. Me chamou atenção como ele segurou a onda de um time perdido musicalmente em vários momentos, sendo de longe o maior destaque, provando ser um musico ótimo. Talvez a versatilidade apresentada por Kiko, que além de ser capaz de tocar diferentes estilos, fez tudo em cima da hora, tenha sido decisiva para a escolha no futuro.
   David viu tudo que aconteceu de perto, e seguramente guardou para ele as informações de um novo grande guitarrista que viu em ação. O processo de troca no Megadeth durou bastante tempo, com uma quase reunião da melhor formação da sua história, e um final surpreendente para muitos que não entenderam porque Kiko foi o escolhido.
   O velho companheiro de Mutaine foi consultado, e se lembrou daquela noite desastrosa no Brasil, salva pela inspiração de um guitarrista. Na época foi revoltante viajar para ver aquilo, mas o tempo fez sair algo de bom do tal Metal All Stars. A história acontece sem que possamos prever quase nada, e uma mudança tão radical na vida do musico era absolutamente impensável naquela data. Tinha algo de diferente na performance de Kiko ali, e no final, foi a história do Rock N'Roll sendo contada em tempo real. Vamos aguardar o resultado do tão esperado novo disco, e por enquanto, é isso. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

NAPALM DEATH-APEX PREDATOR – EASY MEAT

   Quem conhece bem o Napalm Death sabe exatamente o que esperar da banda a cada lançamento, e é exatamente o que encontramos por aqui. Um delicioso caos sonoro que só a banda sabe fazer, e com maestria. A banda que é sinônimo de Grindcore, sendo o maior expoente do estilo, se mantém desde 1987 em atividade, lançando coisas ótimas constantemente, e depois de 3 anos do ótimo Utilitarian, da de presente para os fãs Apex Predator – Easy Meat.
  A banda sempre foi muito politizada, com uma visão das coisas bem semelhante as minhas inclusive, e isso é sempre posto em prova a cada entrevista, como também nas letras. As do novo play são inspiradas em num triste acontecimento em Bangladesh, que de acordo com o vocalista Barney foi logo esquecido pelos olhos do mundo, já que não era de grande interesse das grandes mídias. Um prédio em ruínas funcionava como local de trabalho escravo, e mesmo com estrutura condenada, veio a desabar matando mais de mil pessoas. O tema é realmente palpitante, e deu origem a ótimas letras. O titulo significa algo como "aquele que está no topo da cadeia alimentar de forma efetiva em qualquer ambiente", O termo Darwiniano se encontra com o tema do trabalho, já que para Barney, este topo seriam os chefes de grandes corporações, que permitem que seus empregados trabalhem em péssimas condições. 
   Musicalmente, vemos uma desgraceira sonora que é puro Napalm Death, com um som deliciosamente sujo, proporcionando aquele caos que marcou os primeiros trabalhos da banda. Depois da faixa-título, uma introdução experimental, o ouvinte se prepara para o que está por vir, em forma da bomba Smash a Single Digit. É só o começo, é dali para o pior. Shane Embury e Danny Herrera formam uma cozinha sempre matadora e competente, e o guitarrista Mitch Harris forma com Barney uma verdadeira dupla de ataque. Podemos destacar How the Years Condemn, para mim o clássico absoluto do trabalho, assim como Metaphorically Screw You e Timeless Flogging, mas o ouvinte não tem descanso, e do começo ao fim pode conferir um massacre sonoro típico de bandas como o Napalm. 
   Quem ouviu trabalhos recentes, e viu a banda em ação nos shows matadores do ano passado, sabia que vinha coisa boa. O trabalho não é o que podemos chamar de clássico, mas tem muita qualidade. Ele é o que o Napalm Death sabe fazer em seus melhores momentos, e seguramente será lembrado no futuro. Desde o final do "show de abertura" para o Hatebreed aqui no Rio, a banda promete um pronto "retorno exclusivo". É só esperar para ver as ótimas novidades em ação, ao lado dos velhos clássicos de uma das mais relevantes bandas da história do Metal Extremo. 


quinta-feira, 14 de maio de 2015

ANTHARES-O CAOS DA RAZÃO

   Qualquer um que acompanha de perto o que é feito em relação ao Heavy Metal no Brasil recebeu com empolgação a notícia de que, finalmente, o clássico absoluto No Limite da Força, lançado em 1987, nos tempos de ouro do Heavy Metal brasileiro, ganharia um sucessor. Fazendo história nos primórdios do Thrash Metal nacional, ao lado de bandas como MX, Korzus, Attomica, Taurus e Dorsal Atlântica, o Anthares se tornou uma lenda do estilo. A banda ultrapassou todas as famosas dificuldades enfrentadas por todos os contemporâneos ao longo dos anos, e em conjunto com muitos deles, mantém acesa a chama do metal cantado em português. 
   Daqueles tempos, a banda ainda conta com Evandro Junior (bateria) e Pardal Chimello (baixo). Completam o time Mauricio Amaral (guitarra),Eduardo Topperman (Guitarra) e Diego Nogueira (vocal). A formação está com tudo, comendo instrumentos com farofa e raça de sobra. Amigos, o que vemos por aqui poderia muito bem ter sido lançado em 1988. O tempo não passou, e o resultado é um novo clássico nacional. Aquele thrashão brazuca que marcou época na década de ouro está intocável, com letras magnificamente ácidas, em português,  vomitadas com classe por Diego, junto com o instrumental básico e clássico do estilo fará qualquer saudosista pirar no novo play. Considero o trabalho impecável, mas destaco a faixa-título, Mercador da Fé, Pesadelo Sul-Americano e Corporação do Terror, só para citar algumas, com destaque absoluto para o conteúdo ótimo das letras numa melodia perfeita. Sementes Perdidas, Ócio, No Poço do Obscuro, Dor Imortal, Sonho Negro e Canibal também merecem ser ouvidas com o som no talo. 
   Bem, isso basta para dizer que valeu a espera, e o Anthares lançou um disco para fazer bonito, ao lado do único No Limite da Força. As bandas pioneiras do Heavy Metal brasileiro recebem o justo reconhecimento atualmente, e a prova disso é o alvoroço causado pelo lançamento desse trabalho, que está entre os mais vendidos em muitas lojas especializadas. Parabéns aos envolvidos, e bom proveito! 


quinta-feira, 7 de maio de 2015

VENOM-FROM THE VERY DEPTHS

   A importância do Venom para, pelo menos, todas as bandas que se arriscaram no Thrash, Death e Black Metal, é imensurável. Sua influência é enorme e os fãs de Heavy Metal em geral tem uma adoração especial pela banda, e com isso vem a obrigação de parar para ouvir qualquer coisa nova que possa vir deles. É sempre especial e divertido quando uma banda assim lança algo novo, e o trabalho seguramente agrada quem acompanha a trajetória de Cronos e sua trupe ao longo dos últimos 30 e tantos anos. 
    De cara, não custa lembrar, que não temos aqui um novo clássico, nada comparado a Black Metal ou Welcome to Hell, mas mesmo assim coisas bem interessantes para quem é fã. Logo ao apertar play, vemos uma voz ainda em dia, mas irreconhecível do líder Cronos, que hoje forma a banda ao lado de Dante (bateria) e La Rage (guitarra). Ficou bem interessante, mas muito diferente de quem urrava Countess Bathory e Teacher's Pet no auge da banda. A produção é bem melhor do que nos tempos áureos, limpa, aproveitando os recursos atuais, mas a sonoridade está intacta. Crucified, por exemplo, é Venom puro, e não me espantaria vê-la no meio de um At War With Satan. Fora ela, que para mim é o grande destaque, a faixa-título,  Temptation, Evil Law, The Death of Rock'n'Roll e  Eruptus, mas pode dar play do começo ao fim.
   O Heavy Metal sempre agradece a nomes assim ainda estarem vivos e ativos, lançando coisas interessantes. Para quem ousa não conhecer, ou reconhecer, o trabalho desse gigante, sugiro que procure escutar o que nomes consagrados como Slayer, Metallica e Megadeth, só para citar 3, tem a dizer sobre o que o Venom significa para o estilo. Bom proveito de mais uma provinha de metal Venoniano. 


quarta-feira, 29 de abril de 2015

MONSTERS OF ROCK- 1o E 2o DIA- ARENA ANHEMBI- SÃO PAULO

   Um festival que fez história nos anos 90 retorna, com um line up infinitamente melhor do que o de 2013. O que se viu em São Paulo nunca será esquecido pela legião de bangers que invadiu todos os caminhos que levavam a Arena Anhembi. Estive presente nos dois dias, e irei contar o que vi por lá a partir de agora.
 
COMEÇO 
   Para mim, o festival começou já no avião, onde encontrei por acaso amigos no mesmo voo, todos com o mesmo objetivo. No hotel que escolhi, ao lado do Anhembi, foi visto algo especialmente assustador. A invasão de bangers de todo o país no lugar, fazendo filas intermináveis no check-in, restaurante, elevadores e tudo mais, foi realmente emocionante. A cada metro, o assunto era único. O bom e velho Heavy Metal, e as atrações do festival. Quem escolheu ficar por lá se deu bem, porque o trânsito na saída era interminável, e quem ia para longe sofreu. Outra coisa peculiar era poder escutar todo tipo de ruído vindo do palco. Nessas, logo cedo no sábado, pude ouvir toda a intro de Orgasmatron na passagem de som. Naquele momento achei emocionante e surpreendente, mas ao final do dia aquilo faria todo sentido. A principio, era apenas um som aleatório para a passagem, ou talvez, um pequeno ensaio para mais tarde. 
   As horas passavam, a emoção aumentava, e lá fui eu para o Anhembi. A 1a impressão do Monsters of Rock foi uma fila interminável. Para ter uma ideia, dois amigos meus que chegaram 2 horas antes estavam ainda próximos à rua do hotel, onde tive que me infiltrar na dita fila junto de mais dois amigos paulistas e o filho de 12 anos de um deles para poder "ver o Motorhead". Muitos perderam todos os shows de mais cedo, e honestamente, eu simplesmente não tenho pernas para shows de meio-dia a meia-noite, então escolhi ir apenas na hora das bandas que queria ver alucinadamente.
   A coisa se arrastava, enquanto o famigerado Black Veil Bridges tocava. Bem, eu honestamente odeio essa banda, e não entendi sua escalação, mas fiquei com uma certa pena da vaia, das garrafas e do discurso dado pelo líder depois do ocorrido. Se lá estivesse, teria tomado a atitude que sempre tomo em festivais quando rola algo que eu não curto. Simplesmente dou uma volta, como, descanso, tomo uma breja e espero as bandas que valem a pena. O mais adequado seria isso, já que querendo ou não, eles tem seus fãs e estavam lá trabalhando. Mesmo assim, entendo a dureza para os que foram ver os headlines ter que aturar os "moderninhos". Que na próxima vez, em dias assim, a organização opte por novidades como Suicidal Angels e Municipal Waste, ou veteranas clássicas como Obituary, Testament, Sodom, entre tantos outros. Quanto ao que rolou antes, não ouvi maiores comentários destacando nenhum dos shows, talvez por causa da dificuldade para entrar.
 
1o DIA
   No intervalo entre os modernos e o Motorhead, entrei na arena, que estava assustadoramente cheia, como o movimento no entorno indicava. Então era hora de tomar lugar para o que era para mim o grande show do festival. Ai o que aconteceu a seguir foi um dos momentos mais tristes da minha vida relacionada ao Rock N'Roll.

MOTORHEAD
   Um sujeito da famigerada 89, trajando uma blusa do Artic Monkeys (acho que ele errou de festival...), veio dar a noticia que ninguém queria ouvir. Lemmy estava mal, e o show não poderia rolar como programado. Bem amigos, foi um soco na cara violento! Todos que acompanham a banda sabem que há tempos o homem não vai bem de saúde, e eu estava pronto para ver uma bela despedida do Motorhead do Brasil. Infelizmente, ele não está em condições, e naquele ambiente até se cogitava que a lenda poderia estar morrendo, já que não tínhamos a menor informação. O que eu sabia é que não era coisa simples. Esses caras são profissionais ao extremo, e não é qualquer febre que cancela show. Lembrei imediatamente de Steve Harris no dvd Flight 666 e de Geezer Butler no show do Sabbath no Rio. Ambos na merda, com febre alta, e fazendo o show normalmente. Ver um dos meus maiores heróis em tal situação me fez chorar copiosamente, a dor era muito mais do que a do simples show cancelado, e sim de sua vida. Bateu uma tristeza que infelizmente, não curou até o fim do 1o dia. Então a tal passagem de som com Orgasmatron, de 9h da manha, fazia total sentido, o que indicava que Lemmy já não estava legal, mas preferiram segurar até a última hora, na tentativa de uma melhora. Mikkey Dee e Phil Campbell se juntaram a Andreas, Paulo e Derrick, do Sepultura, para uma jam arrumada de última hora, um ato de força eterna do Rock N'Roll. Rolou as obrigatórias Overkill e Ace of Spades, hinos máximos do Motorhead, junto de Orgasmatron, a música do Motorhead eternizada pelo Sepultura em Arise, numa bela versão que une duas lendas do Heavy Metal. Bem, se alguém teve coragem de criticar, saibam que um show de Rock não se faz em um dia, e sim em intermináveis ensaios. Sabe-se que a qualidade dos músicos é indiscutível, mas sem as horas de ensaio necessárias, nada acontece. Para todo time de estrelas, é preciso horas de treino.
   Passado isso tudo, e com a emoção que a história viva do Rock N'Roll proporcionava a todos os presentes na 1a noite de festival, era hora de me recuperar. Até agora não tivemos grandes explicações, fora o vídeo comovente de desculpas de Lemmy confirmando os shows seguintes - um erro ao meu ver, mas torço por ele e por seus fãs que estão prontos para o que vier. Seja como for, Lemmy precisa dar um tempo na sua vida de 70 anos de agito.

JUDAS PRIEST
   O Judas Priest faria valer a letra do Queen em Show Must Go On, e com todos visivelmente emocionados e abalados, subiria ao palco para um show grandioso. Foi dito que ele seria "maior", mas apenas foi a apresentação do Rio, que já contei aqui, com a exclusão de duas músicas (Beyond the Realms of Death e March of the Damned), o que indica um tempo reduzido para o 2o headline da noite, um erro ao meu ver. A banda subiu disposta a compensar os fãs com uma apresentação digna da história que tem. A multidão estava lá para ver o trio de headlines, e o clima criado foi único e maravilhoso. O começo foi semelhante ao que ví dois dias antes, com a nova Dragonaut, que cumpre muito bem tal papel, e os hinos Metal Gods, Devil's Child e Victim of Changes, que ao vivo são impagáveis! Todos cantavam forte cada verso. Halls of Valhalla já caiu no gosto, mostrando que o novo trabalho é ótimo. Love Bites arrepia, e Turbo Lover é uma das mais celebradas. Redeemer of Souls se consagra como a nova definitiva, e Jawbreaker faz a velha-guarda ir ao delírio. O hino Breaking the Law é cantado em uníssono, assim como Hell Bent for Leather, que tem a clássica entrada da Harley do metal god. O show se encerra com o desfile de clássicos Electric Eye, You've Got Another Thing Comin', Painkiller e Living After Midnight. Um show épico, com qualidade sonora bem superior a vista numa casa fechada a partir da metade, algo que só se viu ali em todo o festival. Rob ainda se despede com uma comovente lembrança ao grande Lemmy, mostrando que a força do Heavy Metal é maior do que tudo.

OZZY OSBOURNE
    O show espetacular do Judas melhorou o clima de depressão que tomava conta do lugar. Agora era hora de ver mais uma lenda, o senhor Ozzy Osbourne. Quem conhece um pouquinho de Rock N'Roll sabe muito bem que esse não é um show de um ex qualquer coisa, com músicas solos que apenas servem para tentar fazer a coisa ser mais atual. Se formos ignorar o que esse senhor fez com o Black Sabbath, ainda seria o show clássico, com hinos eternos do Heavy Metal a perder de vista presentes em trabalhos obrigatórios como No More Tears, Bark on the Moon, Blizzard of Ozz e The Ultimate Sin, por exemplo. Assim sendo, todo show do Madman apresenta um cardápio farto de clássicos para serem apresentados, sendo uma verdadeira viagem pela história do Heavy Metal. Ozzy esteve reunido com o Sabbath nos últimos anos, e seu ultimo lançamento solo foi apenas em 2010. Depois da tour mundial com a sua banda de origem, fez apenas um show ano passado, fazendo da apresentação no Monsters algo totalmente imprevisível, sendo aguardada pelos fanáticos por Sabbath que lotavam o lugar. 
   O show foi "curto", nenhuma novidade, já que o homem faz isso há anos, até mesmo com o Sabbath. Mesmo assim, é o terceiro que vou, contando com o Sabbath, e todos foram fantásticos. Com a sempre competente banda, onde Gus G, Adam Wakeman, Rob Nicholson e Tommy Clufetos desfilam inspiração, Ozzy está em forma vocal, e mesmo com o peso natural da idade, ainda rende ao vivo. As brincadeiras com o público estão sempre presentes, principalmente nos banhos de espuma que ele tanto gosta. 
    O pontapé inicial foi com Bark At The Moon, mesma da última tour solo, que caiu muitíssimo bem. Em seguida, sem ninguém esperar, Mr. Crowley veio como um furacão, criando um clima fantástico e indescritível no lugar. Foi realmente de arrepiar, e o hino do disco de estreia de sua carreira solo fantástica entrou para a história do festival. I Don't Know foi uma grata surpresa. Outra de Blizzard, outro momento lindo. Ai Ozzy manda a 1a do Sabbath, algo que nem seria preciso, mas sempre cai muito bem. Fairies Wear Boots, assim como todas da banda que Ozzy costuma lembrar, são da obra-prima Paranoid. Nesse show realmente não tinha tempo para respirar, era só clássico.  Suicide Solution dispensa comentários, como tudo que aparece no 1o disco do Madman. Uma sacada genial. Road to Nowhere é para mim a melhor de toda a "carreira solo".  A balada fantástica e inspiradíssima presente no icônico No More Tears, talvez um dos discos que mais ouvi na vida, simplesmente me faz viajar em meio a tanta perfeição. Melhor do Ozzy foi, nada mais justo que de cara, vir a melhor do Sabbath. Não adianta amigos, War Pigs é irresistível, e mesmo ouvindo cada virgula que Iommi fez durante toda a sua vida, para mim nada supera esse hino. Gus fez um belo papel, mas ninguém sabe tocar Sabbath com o timbre fantástico de Iommi. A música emociona até uma pedra ao vivo, principalmente com o famoso ÔÔÔ entoado a plenos pulmões. Shot in the Dark foi outra escolha surpreendente e acertada, assim como Rat Salad, uma velha carta na manga do homem para um breve descanso durante os shows. Nesse momento uma breve chuva se faz presente, mas foi só começar o riff de Iron Man, um dos mais famosos da história, que parou tudo para todos reverenciarem mais um hino. I Don't Want to Change the World, mais um clássico, mostra sua força. Bem,Crazy Train e Paranoid dispensam qualquer tipo de apresentação, e falar que ambas devastaram o Anhembi é desnecessário. 
   Olha, épico é pouco para descrever o show que foi, ao meu ver, o melhor do festival. Com músicas assim, não tem erro, e só não digo que não poderia ser melhor porque inexplicavelmente Mama I'm Coming Home e Fire in the Sky sumiram do set divulgado pela produção. Fora isso, tudo impecável, e quem viu Ozzy Osbourne e sua banda em ação vai levar o show na memória para toda a vida. 

BALANÇO GERAL DO 1o DIA
    A já citada fila na entrada não se resumiu a isso. O grande público que compareceu ao evento enfrentou algo semelhante em banheiros e bares, mas se procurasse um pouco, poderia encontrar banheiros menos movimentados - o que fiz, achando um que estava dando vasão - e ambulantes vendendo batata frita, pipoca, cachorro-quente, cerveja e água, entre outros produtos, sem a necessidade de fichas, algo que facilitava bastante as coisas. O público foi maior neste dia, isso empurrado basicamente pelos 3 headlines gigantes, tendo uma enorme lacuna entre eles e as demais atrações. Isso prova que o Heavy Metal legítimo ainda leva muito público aos shows, e a força dos nomes Motorhead, Judas Priest e Ozzy Osbourne é enorme. O dia foi marcado pela tristeza que a ausência de Lemmy causou, mas também por shows épicos de Ozzy e Judas. A vaia ao Black Veil Bridges também marcou, e por mais que seja maldosa, ilustra como eles estavam sobrando no cast, e um nome nacional de peso cairia bem melhor. Foi assim, em poucas palavras, a abertura de um festival que abalou as estruturas da cidade, e foi um sucesso.



2o DIA

   O clima no hotel mais headbanger da cidade continuava quente. O assunto era o que aconteceu no 1o dia de evento, e as expectativas para quem ficou para o 2o. A maioria ficou, e a chegada de novos bangers diminuiu. O segundo dia apresentava atrações fortes desde cedo, mas novamente optei por chegar um pouco mais tarde. O show do Steel Panther foi muito elogiado por conhecidos, e no dia seguinte na galeria, e foi marcado pelo topless coletivo, marca do Hard oitentista. A banda é ótima, e tem potencial de sobra, mas um show rolando 1h da tarde quebra a firma pro meu lado. O grande Yngwie Malmsteen se apresentou depois, também forçando muitos a chegarem mais cedo, mas não ouvi muito a respeito de sua apresentação. A fila simplesmente sumiu, algo que me assustou, mas o público, mesmo menor que no 1o dia, estava longe de fazer feio. Diria que podemos ter tido algo como 5 mil a menos, mas ainda tinha muita gente. 
   Cheguei no meio do show do Unisonic, liderado pelo grande Kai Hansen. Nunca fui grande fã de Helloween, mas sempre respeitei imensamente o trabalho da banda, e por consequência, nunca acompanhei o projeto, mas o que vi foi um show bem interessante, com participação forte dos fãs. Destaque para o clássico I Want Out. 
   
ACCEPT
   Depois de uma visita pelos estandes da Roadie Crew e da loja Hellion Records, duas das muitas atrações para o bolso do banger que por lá passava, e ainda na luz do dia, era hora de pegar lugar para ver a lenda do mais puro e tradicional Heavy Metal alemão. Depois de um show fantástico abrindo para o Judas no Rio, a banda faria um show ainda mais grandioso no festival. Em grande forma, a banda repetiu quase tudo que foi visto no Rio em termos de setlist, apensa trocando Losers And Winners por London Leatherboys, ambos clássicos do grande registro Balls To the Wall. A participação do público foi o maior destaque, junto com a garra da banda, fazendo da apresentação uma das mais comentadas e celebradas em todo o festival. Hinos como Restless and Wild, Fast as a Shark, Princess of the Dawn, Metal Heart e Balls to the Wall foram os grandes momentos, assim como Teutonic Terror, de Blood of the Nations, que se afirma como um verdadeiro novo clássico do retorno da banda. As novas Final Journey e Stampede mostram seu poder de fogo, assim como Stalingrad e Pandemic, também da "nova fase". O show ao anoitecer foi simplesmente inesquecível, para não dizer fantástico, mostrando a grandeza do Accept.
    O show seguinte seria do Manowar, uma banda que respeito apenas pelo fato de possuir uma legião de fãs, alguns deles profundos conhecedores de Heavy Metal, mas honestamente eu detesto. Simplesmente eu não consigo levar a banda a sério, pela postura, letras, vestimentas e tudo mais que envolve os ditos "reis do Heavy Metal", autointitulados obviamente. Para ilustrar o que eu digo, basta conferir a patética entrevista da banda na Roadie Crew de abril, e o discurso de Joey Demaio, digno de uma criança de 10 anos de idade. Passei longe do palco, e pude ver o volume assustadoramente alto, outra marca registrada da banda. Não tem nada de oficial no que estou falando, mas surpreendentemente, depois do show os PA's nunca mais foram os mesmos, principalmente no show do Kiss. Algo me diz que algumas caixas podem ter estourado em meio a barulheira da banda. Em resumo, um belo momento para ir descansar, beber, comer e tudo mais, enquanto esperava pelos shows do Judas Priest e Kiss. Quem gosta, achou maravilhoso, diferente do que se viu no último show deles por aqui, com vaias e camisas queimadas por causa do fraco setlist apresentado, sem os clássicos. Sendo justo com eles, uma boa quantidade de pessoas estava com a camisa da banda.

JUDAS PRIEST
    Chega então ao fim a minha maratona Judas Priest, com o terceiro show em 4 dias. Um pouco mais curto do que o que vimos no dia anterior, foi mais um show fantástico, reforçando a força da marca. De novo, rolou a troca entre o clássico Love Bites e a nova March of the Damned, e a exclusão de You've Got Another Thing Comin'. De resto, mais um desfile de clássicos apresentados com a precisão de sempre. Painkiller, Electric Eye, Hell Bent for Leather, Breaking the Law, Turbo Lover e Metal Gods foram as mais celebradas, incluindo breves rodas formadas ao longo da pista. O público foi ao delírio com uma das entidades do Heavy Metal, que pelo segundo dia seguido, deu o seu recado no Monsters of Rock. 

KISS
   É chegada a hora do último show do festival, papel para uma das maiores bandas da história do Rock, que levou uma legião de caras-pintadas para o Anhembi. Celebrando os 40 anos de história na atual tour, a banda mostra um pouco da sua coleção de clássicos eternos do Rock N'Roll, junto a tradicional pirotecnia que transforma o show no maior espetáculo musical possível. Kiss ao vivo é sempre algo único, e meu segundo show foi simplesmente memorável. 
   A cortina cai, o tradicional grito introduz, e Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer sobem ao palco do festival ao som do hino Detroit Rock City, que também abre a obra-prima Destroyer. Arrepiante, com um público hipnotizado cantando cada verso. Depois vem a indescritível Creatures of the Night, que me emociona profundamente, já que ela é uma das minhas preferidas. O público responde, mesmo com um Paul mais econômico no agudo do refrão. Psycho Circus, a única marca positiva da tour de reunião com Ace e Peter, já pode ser chamada de clássico, sempre causando um efeito único nos shows. O hino I Love It Loud e a magnífica War Machine mostram mais um pouco de Creature, um disco simplesmente perfeito. Bem, já deu para ver que a coisa tava boa né? Gene cospe fogo ao final, e vem simplesmente Do You Love Me, uma pérola que encerra o Destroyer, momento mais emocionante do show para mim. Com todos os efeitos, a parte fora música que mais emociona para mim em todo o show foi aqui, quando o telão mostrou várias imagens do Kiss em todas as épocas, com a ajuda da letra, uma ode ao Rock N'Roll. Paul apresenta Deuce como ela pede, dizendo ser um clássico do 1o disco. Apensa isso. Já em Hell or Hallelujah, ele arranca alguns risos, falando que a próxima seria clássico no futuro. Monsters é um disco bom ao meu ver, e a música é interessante, merecendo ser lembrada. Calling Dr. Love nos transporta para Rock N'Roll Over, e o hino Lick It Up é cantado em uníssono. Hora de Gene cuspir sangue, e subir até o teto para cantar o clássico God of Thunder, não sem antes falar do "bubum das brasileiras", reforçando o sensacional discurso que Paul deu pouco antes. Parasite surpreende, sendo um momento sensacional. Hora de Paul voar, e chegar bem próximo do lugar que eu estava. Foi arrepiante ficar tão perto de um dos meus maiores ídolos, durante outro hino, Love Gun. Ele ainda introduz Black Diamond, talvez a minha preferida do Kiss, e honestamente quase percebo uma lágrima cair. Para encerrar, os hinos máximos Shout It Out Loud, I Was Made for Lovin' You e Rock and Roll All Nite, com a tradicional chuva de papel picado no final. 

FIM DE FESTA
  Lá se foi o Monsters of Rock, encerrado com um show magnífico do Kiss. God Gave Rock 'n' Roll to You, que rolou depois do show nos PA's, foi o final mais apropriado para essa verdadeira celebração do estilo, com fãs de todo o país, e até de países vizinhos. Mais uma prova que o legítimo Rock N'Roll da retorno sempre, mesmo em tempos de crise econômica, e uma boa organização faz as coisas funcionar. Quem esteve presente viu grandes shows, verdadeiramente inesquecíveis, fazendo mais um capítulo do festival no Brasil ser glorioso. A segunda era dia de cada um voltar a sua rotina, com um enorme sorriso no rosto, mas sempre com a triste lembrança do show cancelado do Motorhead, talvez o fato que mais marcou. 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

SHOW DO JUDAS PRIEST + ACCEPT-VIVO RIO-RIO DE JANEIRO

   Para os cariocas, a noite de quinta-feira foi de uma pequena e gloriosa amostra do que será o festival Monsters of Rock. Para muitos, como eu, era um esquenta para a viagem e o festival. Para outros, que não poderão estar presentes, foi um sensacional prêmio de consolação. Em uma noite, duas das maiores representantes do Heavy Metal em sua mais pura, tradicional e magnífica essência. Judas Priest e Accept em grande forma, com a ótima abertura de Robertinho do Recife e sua Metal Mania.
    O público correspondeu, e chegou muito próximo de lotar o Vivo Rio, que tem capacidade para 4 mil pessoas. Quem chegou cedo pode conferir uma aula nas 6 cordas do grande Robertinho. O show foi basicamente instrumental, com uma espécie de "robô" com capacete cantando breves versos vez ou outra. Nele, vimos passagens de legítimos hinos de Ozzy, Sabbath, Purple e Maiden. Show de virtuose, e todos estavam devidamente aquecidos. 
    Antes de falar dos shows da noite, fica aqui, não posso deixar de registrar meu susto com os preços inflacionados em tudo que se refere a um show de grande porte nos dias de hoje. Já na chegada, o estacionamento de uma casa isolada em uma via expressa, que a ida de carro é quase que a única opção viável/segura para a região, custava assustadores 35 reais. Lá dentro, mesmo que dessa vez o ingresso tenha sido um pouco mais acessível, era cerveja por 9 reais, e camisas a 100 (Judas) e 80 (Accept) reais. Isso mostra como está tudo, absolutamente tudo, mega-inflacionado quando o assunto é um simples show de Rock, e como a ganância pode afastar cada vez mais o grande público dos mesmos.
   Vamos a parte boa. O Accept teve um retorno glorioso com a atual formação, que agora também conta com Uwe Lulis (guitarra) e  Christopher Williams (bateria). Três grandes trabalhos provam que os mesmos estão vivos, mais vivos do que nunca. O set foi breve, mesclando músicas dos citados 3 discos, e clássicos indispensáveis. De cara vem a ótima nova Stampede, e Stalingrad, faixa-título do ótimo trabalho lançado em 2012. Ai somos pegos de surpresa com um hino, Restless and Wild, que da nome ao disco mais espetacular da carreira da banda, ao meu ver. Vem então Losers and Winners, um momento glorioso do único e magnífico Balls to the Wall. Clássicos lembrados, voltamos ao presente, com Final Journey, talvez a melhor do grande Blind Rage. O que falar de Princess of the Dawn? Ela foi muito celebrada pelo público, que apreciou bastante a "abertura". Pandemic lembra o fantástico Blood of the Nations, o disco de retorno, e abre caminho para mais um hino, Fast as a Shark. Metal Heart não fica por menos, e Teutonic Terror mostra que o Accept já possui clássicos em sua nova era. Balls to the Wall é cantada com força, e encerra a breve, mas fantástica, apresentação do grupo alemão.
   Bem, só pelo que vimos pode-se dizer que já tinha valido a noite, mas ainda teria muito mais. O Judas Priest é uma entidade do Heavy Metal, incontestável e importantíssimo na história. Qualquer coisa será pouco para o que representa a banda para o estilo. Eles retornaram da aposentadoria, muito por causa do caldo que deu a nova formação, com Richie Faulkner na guitarra. O set veio sem grandes novidades, pelo que foi visto em toda tour, mas estava fantástico e para arrancar lágrimas dos fãs mais ardorosos. Dragonaut, do ótimo disco novo, abriu os trabalhos. Foi a deixa para um desfile de clássicos. Metal Gods, um dos hinos supremos do Heavy Metal, foi muito celebrada. O metal god continua cantando, e muito. Devil's Child foi uma sacada única, vinda diretamente do clássico Screaming for Vengeance. Victim of Changes foi talvez o grande momento da noite, simplesmente a coisa mais linda do mundo. Halls of Valhalla volta ao disco mais recente, e abre espaço para a única Love Bites, talvez o grande momento do clássico  Defenders of the Faith. March of the Damned é outra nova. Turbo Lover, do contestado Turbo, é uma das que se salvam, e anima bastante. Redeemer of Souls, que da nome ao novo disco, é a melhor do trabalho, e seguramente vai figurar entre os grandes clássicos da banda no futuro. Beyond the Realms of Death vem para matar os fãs old-school do coração, e inicia um desfile de clássicos até o final. Jawbreaker é mais uma escolha genial, que chega a arrepiar. Então é hora do hino máximo Breaking the Law, cantado pela banda, e não pelo público, mas de arrepiar. Hora da Harley de Rob invadir o palco, algo que é sempre marcante, e do hino Hell Bent for Leather. Uma breve pausa, e temos Electric Eye, simples assim. Show de bandas como o Judas é assim, vai e vem de clássicos, e ainda assim muita coisa boa de fora. You've Got Another Thing Comin', Painkiller, que causa um efeito devastador na pista, e Living After Midnight fecham com chave de diamantes um grande show de Heavy Metal.
   Um público interessante em números e em participação viu dois shows inesquecíveis do mais puro e tradicional Heavy Metal. O som era bem ruim, muito baixo no Accept e embolado em ambos, mas não ao ponto de comprometer um evento desse porte. Fora isso, todos sabemos que Judas Priest e Accept no palco é sempre jogo-ganho, garantia de satisfação para todos. Um baita esquenta para um festival que tem tudo para ser monstruoso!